Resumo

Visão remota é um método disciplinado que treina indivíduos para obter informações sobre objetos, eventos, locais ou pessoas distantes ou ocultos, além das capacidades sensoriais normais. Desenvolvido e usado tanto pela pesquisa científica quanto pela inteligência militar, envolve protocolos estruturados para aprimorar e controlar o funcionamento psíquico, diferentemente de outras práticas psíquicas. A visão remota baseia-se na capacidade humana de Percepção Extrassensorial (ESP) e inclui algum mecanismo ou procedimento para controlar o ruído mental.

Podemos identificar 12 princípios que distinguem a visão remota (em geral) de outras disciplinas psíquicas. Este livro discute esses 12 princípios da visão remota.

Traduzido para o português
por Jurandyr de Souza Fonseca
(2025)

Os PrincÍpios da Visão Remota

Visão remota é uma técnica usada para obter informações que não estão disponíveis de outra forma por meio dos sentidos ou fontes de informação normais, separadas de nós pela distância, tempo ou ocultamento (“blindagem”).

Visão remota não é clarividência, canalização, trabalho extracorpóreo ou outro trabalho mediúnico, mas está relacionada a tais técnicas, pois utiliza a capacidade humana natural de percepção extrassensorial. Portanto, a visão remota não se refere à capacidade de perceber coisas psiquicamente em si, mas sim a uma técnica para desenvolver, fortalecer e fazer uso controlado do funcionamento psíquico.

De onde vem a Visão Remota?

O termo “visão remota” foi cunhado pelo artista e médium Ingo Swann no início da década de 1970. Ele participou de estudos científicos sobre Percepção Extrassensorial (ESP) na Sociedade Americana para Pesquisa Psíquica (American Society for Psychic Re-search – ASPR),  no City College de Nova York e no Instituto de Pesquisa de Stanford (SRI). Posteriormente, o termo foi adotado pela inteligência militar dos Estados Unidos para um programa secreto de espionagem psíquica que vigorou até 1995, envolvendo várias agências governamentais americanas, incluindo a Agência Central de Inteligência (Central Intelligence Agency – CIA) e a Agência de Inteligência da Defesa (Defense Intel-ligence Agency – DIA). Após ser desclassificado e revelado publicamente em 1995, o programa tornou-se famoso como o Programa “Star Gate”, em referência a um de seus codinomes.

Visão Remota é a aquisição e descrição, por meios mentais, de informações bloqueadas da percepção comum pela distância, ocultamento ou tempo.

(Visão Remota Coordenada, Agência de Inteligência de Defesa, 1º de maio de 1986)
RV é uma disciplina perceptiva inovadora para obter informações não disponíveis aos sentidos físicos comuns. Usada extensivamente pelos chamados “espiões psíquicos” durante a Guerra Fria para projetos militares confidenciais, possui uma longa história tanto como ferramenta de coleta de informações quanto como objeto de pesquisa e aplicações no mundo civil.

(Associação Internacional de Visão Remota, IRVA.org)
[O termo visão remota] foi cunhado para identificar um tipo específico de experimento — não um tipo específico de habilidade psíquica. Para simplificar tudo isso, podemos recorrer a uma fórmula fácil de entender. Visão remota consiste em cinco ingredientes absolutamente necessários: (1) sujeito, [com] (2) habilidades de ESP ativas, [direcionadas a um] (3) alvo distante [incluindo oculto ou distante no tempo] (4) respostas registradas do sujeito e (5) feedback positivo confirmatório, tudo isso equivalendo a (6) o modelo de visão remota. Nada menos que isso é visão remota. […] Visão remota não é uma nova habilidade psíquica, nem um termo substituto conveniente para psíquico, clarividência ou ESP.

(Ingo Swann, na revista Fate, setembro de 1993)

Com base em um extenso programa de pesquisa liderado pelos físicos Hal Puthoff e Russell Targ no SRI, e após cerca de uma década de estudos com médiuns naturais e indivíduos sem habilidades psíquicas relatadas ou alegações psíquicas anteriores, tornou-se evidente que a percepção não local — a capacidade de descrever lugares, objetos, pessoas ou eventos distantes não acessíveis por meios sensoriais regulares — era potencialmente uma habilidade humana inerente que poderia ser desenvolvida e treinada como qualquer outra capacidade humana.

Similarmente ao método de trabalho aplicado em estudos científicos, o governo e os militares dos Estados Unidos usaram uma abordagem genérica de visão remota em diferentes programas de 1975 em diante. Então, a partir de 1981, um método de trabalho formalizado e estruturado chamado Visão Remota Coordenada (Coordinate Remote Viewing – CRV, mais tarde conhecido como Visão Remota Controlada) foi desenvolvido no SRI por Ingo Swann e Hal Puthoff. Este método foi treinado e usado por um pequeno grupo de visualizadores remotos militares na unidade secreta de espionagem psíquica baseada em Fort (Ft.) Meade, instalação do Exército dos Estados Unidos em Maryland. Depois que o programa foi encerrado e divulgado publicamente em 1995, alguns dos ex-militares começaram a ensinar o método no mundo civil. Por meio desses instrutores e, posteriormente, de seus alunos, diversas adaptações da visão remota estão disponíveis hoje como treinamento para indivíduos, variando de abordagens de “forma livre” a formatos escritos estruturados baseados em métodos.

Embora atualmente existam muitas abordagens diferentes que compartilham o nome “visão remota”, há indicações claras que distinguem a visão remota de outras práticas psíquicas, como clarividência, canalização, projeção astral ou experiências fora do corpo.

Visão Remota “Fora de controle”

Como já foi visto, nas últimas três décadas, o termo “visão remota” tornou-se um termo genérico para muitas práticas psíquicas, em grande parte porque a estrutura científica do método atrai aqueles que buscam maior aceitação pública das habilidades psíquicas e do paranormal. Além disso, o termo “visão” é enganoso, contribuindo ainda mais para concepções errôneas sobre o que a visão remota realmente envolve (o que será discutido abaixo neste texto). Como resultado, hoje a maioria das pessoas que usam essa terminologia tem uma compreensão equivocada de seu verdadeiro significado e princípios.

Um guia simples para os princípios da visão remota

A seguir, doze características principais (princípios) da visão remota versus outros trabalhos psíquicos são discutidas de forma resumida.

A capacidade de realizar visão remota é adquirida por meio de prática e experiência no método — em resumo, qualquer pessoa pode se tornar um visualizador remoto. A visão remota não exige um “dom” ou talento como em outras abordagens “psíquicas” ou mediúnicas. Como acontece com qualquer conjunto de habilidades humanas, um talento inato pode conferir alguma vantagem a uma pessoa, mas treinamento de qualidade e prática consistente são mais importantes para o desenvolvimento de um nível de habilidade profissional. Treinamento e experiência adequados podem aumentar o talento e compensar uma menor quantidade de talento natural.

A visão remota não ocorre espontaneamente ou sem intenção. Ela é realizada com um propósito específico predefinido, na forma de “sessões” com os pontos de início e fim definidos e registrados pelo visualizador, e sempre envolve consciência direcionada intencional.

O visualizador escolhe se deseja visualizar remotamente um alvo designado, bem como quando fazê-lo. Mesmo estando sempre cego para o alvo (veja o Princípio 5, abaixo), é o visualizador quem decide se deseja trabalhar nesse alvo específico e quando iniciar e terminar o processo. Durante as sessões, o visualizador pode mudar livremente sua perspectiva em torno do alvo, tanto no tempo quanto no espaço, conforme julgar necessário para atingir o objetivo da tarefa.

Em essência, o visualizador está no comando. Se presente, um monitor pode apenas oferecer orientação como sugestão, não como exigência.

A palavra “bilocação” significa literalmente estar em dois lugares ao mesmo tempo. Mas a palavra tem mais de uma interpretação. Por exemplo, pode significar estar fisicamente em dois lugares simultaneamente, da mesma forma que certos santos católicos foram relatados como tendo sido vistos em dois locais bem distantes ao mesmo tempo. Não é desse tipo de bilocação que estamos falando na visão remota. Na visão remota, significa algo diferente.

De acordo com o criador da visão remota, Ingo Swann, bilocação significa que, durante uma sessão de visão remota, o visualizador mantém um equilíbrio entre estar ciente de estar “aqui” na sala de visão remota e, ao mesmo tempo, ciente de estar “lá” no alvo. Em vez de o corpo ou o rosto do visualizador estar em dois lugares ao mesmo tempo, podemos pensar nisso como a percepção (ou consciência) do visualizador estando em dois lugares ao mesmo tempo — no alvo, para perceber os dados; e simultaneamente no local físico do visualizador (sala de visualização), para relatar os dados.

Não se confunda — isso não é o mesmo que ter uma experiência fora do corpo (out-of-body experience – OBE). Ao contrário da OBE, na visão remota, o visualizador não “vai” completamente até o alvo, como parece acontecer no estado fora do corpo ou em uma experiência de projeção astral (astral projection – AP). Fazer isso impediria o visualizador de coletar e registrar percepções (dados) em tempo real, à medida que são vivenciadas. Na OBE ou na AP, qualquer informação ou dado experiencial só pode ser relatado após o experimentador ter “retornado” a um “estado normal” de consciência. Isso causa o risco de perda de informações impor-tantes devido a limitações de memória. Compare isso com a visão remota, onde o visualizador remoto registra suas percepções ao mesmo tempo em que elas são percebidas.

Um princípio fundamental na visão remota é que o visualizador não deve ter conhecimento da natureza do alvo até o término da sessão (protocolo simples-cego). Na maioria dos casos, especialmente em ambientes científicos, todos os envolvidos com o visualizador, como o monitor da sessão ou os observadores presentes durante a sessão, também devem desconhecer o alvo (protocolo duplo-cego).

Essa ocultação requer uma maneira de atribuir o alvo, o que geralmente envolve outra pessoa mantida separada do visualizador e de outras pessoas que possam estar presentes durante a sessão de visão remota. Essa pessoa é responsável por definir o alvo e criar uma maneira de “apontar” o visualizador para o alvo desejado sem revelar informação alguma sobre ele. Isso pode envolver selar uma imagem de referência em um envelope e/ou definir uma indicação verbal para a tarefa. A prática comum é atribuir um código, coordenada ou número arbitrário que funcione como um “número de tarefa”, substituindo o alvo e impedindo o visualizador de inferir ou deduzir informações sobre a natureza ou identidade do alvo. Na visão remota, a pessoa responsável por fazer essa atribuição de alvo é chamada de “designador”.

Devido à natureza fragmentária da percepção cotidiana normal, nossas mentes são treinadas para interpolar dados disponíveis e, muitas vezes, desconexos, para formar um “quadro completo”. Essa função é um importante mecanismo de sobrevivência evolutiva, mas pode levar a problemas em nossas tentativas de perceber informações de forma não local. Nossas interpolações são baseadas em conhecimento prévio e memória. Em circunstâncias normais, quando interagem com dados recém-percebidos, elas nos fornecem uma interpretação útil do que vivenciamos.

Porém, em situações de baixa informação (como frequentemente é o caso na visão remota), interpolações podem resultar inadvertidamente em interpretações falsas. A mente do visualizador tenta derivar conclusões a partir de dados inicialmente ina-dequados, produzindo conclusões falsas. Quanto mais limitadas e fragmentadas as percepções disponíveis, mais imprecisas essas interpolações se tornam. Como a visão remota é um processo ine-xato, esse mecanismo de interpolação pode dificultar a obtenção e o registro de dados confiáveis durante as sessões de visão
remota.

A visão remota é a primeira, e talvez a única, disciplina psíquica que reconhece o conceito de ruído mental e desenvolveu maneiras de lidar com ele. O termo original para esse conceito é “Sobreposição Analítica (AOL – Analytical Overlay)”. Em alguns desdobramentos da metodologia de visão remota, terminologia alternativa pode ser usada para descrever o mesmo conceito. Por outro lado, a terminologia original da CRV (como ideograma ou bilocação) foi importada para outros métodos, e seus significados originais são frequentemente alterados para representar conceitos diferentes. Isso aumenta a confusão sobre a natureza da visão remota.

Um requisito básico na visão remota é “descrever, não nomear” as percepções do alvo. Em outras palavras, os visualizadores mais bem-sucedidos usam termos descritivos e representações gráficas, como esboços, para transmitir a aparência, o cheiro, a textura, o formato, o som de um alvo e assim por diante. Eles evitam rotular ou identificar (“nomear”) o alvo. Essa abordagem ajuda a reduzir os processos analíticos (“ruído mental” — veja o Princípio 6) do visualizador remoto.

Ao relatar percepções de visão remota, o visualizador deve descrever o que percebe, e não tentar rotulá-lo. (Por exemplo, em vez de “caminhão de bombeiros”, um visualizador competente usará conceitos como “vermelho, metálico, grande, sons estrondosos” e assim por diante. No entanto, o alvo pode ser algo vermelho, metálico, grande e que emite sons estrondosos, mas que não é de fato um caminhão de bombeiros).

Visualizadores remotos são treinados para evitar a construção de “histórias completas” lógicas e, em vez disso, concentram-se na coleta de informações descritivas, incluindo impressões sensoriais e conceituais. A tarefa de avaliar uma determinada sessão e contextualizar os dados nela contidos fica a cargo de um analista.

Neste contexto, “protocolos” refere-se às condições sob as quais a visão remota é realizada, não ao método utilizado. Entre os protocolos, vários estão listados neste documento, como condições de cegamento (Princípio 5), alvos verificáveis, a exigência de feedback (Princípio 11, adiante) etc. “Processo definido” significa que o processo se desenrola dentro de um determinado conjunto de limites, definidos pelos protocolos.

As sessões de visão remota podem ser conduzidas tanto pelo visualizador sozinho, ou com uma segunda pessoa, conhecida como “entrevistador” ou “monitor”, que auxilia o visualizador com a orientação da sessão.

O papel do monitor inclui orientar o foco do visualizador, se necessário, bem como observá-lo durante a sessão para ajudá-lo a evitar nomeações e suposições, reduzindo assim a interferência analítica.

Na visão remota baseada em método, o papel do monitor é ampliado pela estrutura de trabalho, que inclui um protocolo rigoroso de posicionamento (frequentemente chamado de “método de RV” ou “protocolo de RV”) para registrar as percepções no papel. Esse protocolo ajuda a separar impressões não processadas de dados processados analiticamente, bem como diferencia categorias de dados e captura a ordem cronológica em que as percepções foram recebidas.

Similarmente ao modo como os protocolos de cegamento ou o uso de uma estrutura escrita definida para objetivação (veja o Princípio 9, adiante) ajudam o visualizador a se manter no ca­mi­nho certo, quando um visualizador trabalha sozinho (ou seja, sem a presença de um monitor para auxiliar), uma combinação dos elementos supra mencionados ajuda a reduzir a interferência lógica ou a adivinhação. Isso substitui, pelo menos parcialmente, a au­sên­cia de um monitor. Em princípio, um visualizador pode traba­lhar sozinho e sem um método escrito (por exemplo, solo-ERV) se aplicar outros métodos de objetivação de dados em tempo real, e.g., usando gravações de áudio ou vídeo.

Ainda assim, o uso de um monitor em sessões de RV pode ser útil depois do processo de treinamento, especialmente em ambientes operacionais, onde o monitor pode ajudar a guiar a atenção do visualizador para perspectivas ou questões específicas. Para manter a neutralidade do monitor e evitar que este influencie o visualizador, existem regras para o monitoramento, como manter os monitores cegos para o alvo (exceto em um ambiente de treinamento), padrões limitados de resposta verbal ou uma política de não intrusão. Isso visa preservar a integridade da sessão de visão remota e garantir que os resultados não sejam distorcidos por influências externas.

A tarefa de avaliar sessões de visão remota e colocar os dados em contexto é um processo completamente separado da visão remota e é mais bem executada por uma pessoa diferente, no papel de analista.

Um visualizador remoto deve registrar todas as percepções à medida que ocorrem, em tempo real. Isso normalmente é feito com caneta e papel, na forma de palavras e esboços, e/ou como uma gravação de áudio, às vezes complementada por desenhos subsequentes após a parte verbal da sessão. A modelagem 3D também pode fazer parte do processo de objetivação. A interação cinestésica com o alvo, como desenhar e modelar, não serve apenas para registrar dados, mas também para reforçar o contato com o alvo.

A objetivação em tempo real atende a diversos propósitos, com foco em externalizar o máximo possível do “processo de pensamento” do visualizador. Isso não só ajuda a evitar a “edição interna” (falha na externalização de pensamentos e percepções), como também permite ao analista rastrear o ruído mental.

Além disso, a quantidade de dados que pode ser armazenada na memória humana de curto prazo é muito pequena para permitir que o visualizador transporte todo o conjunto de percepções da experiência de visão remota de volta para a sala de visualização apenas pela memória, levando a um potencial para perda massiva de dados e subsequente interpolação — um fenômeno bem conhecido, por exemplo, no interrogatório de testemunhas.

A transcrição de uma sessão de visão remota frequentemente fornecerá não apenas os dados perceptivos relevantes para o alvo, mas também pistas sobre informações relacionadas ao processo, relativas ao visualizador e ao ambiente da sessão, que podem auxiliar na análise. Isso se aplica particularmente à CRV (e suas derivadas), que possui uma terminologia específica para identificar e registrar esse tipo de informação. Mas o princípio é relevante para qualquer tipo de visão remota, sempre que o processo for registrado. (Apesar dos benefícios óbvios, alguns métodos de visão remota não enfatizam isso.)

De acordo com a definição original de Ingo Swann (veja acima), a disponibilidade de feedback é um elemento-chave da visão remota. Nesse sentido, sessões conduzidas em alvos sem feedback verificável ou “verdade fundamental” disponível são consideradas trabalho psíquico especulativo, usando alguns elementos dos protocolos de visão remota, mas não constituindo visão remota “completa”.

Feedback, neste contexto, não significa que todos os detalhes sobre o alvo sejam conhecidos de antemão (o que tornaria a RV inútil como ferramenta de coleta de informações). Certamente pode haver incógnitas. No entanto, as “incógnitas” devem estar inseridas no material conhecido para permitir um feedback verificável — por exemplo, para determinar claramente, por meio de outros elementos específicos do alvo, se o visualizador está “no alvo” ou não.

Como a maioria dos outros sistemas de coleta de informações humanas, a visão remota normalmente não é 100% precisa. Na verdade, o objetivo da visão remota não é atingir a perfeição, mas sim maximizar a confiabilidade e a utilidade das informações coletadas. Reconhecer fontes de interferência, como ruído mental, leva a práticas padronizadas que ajudam a mitigar os efeitos de imprecisões inerentes ao processo. Uma técnica importante é atribuir vários visualizadores à mesma tarefa e, após a conclusão de todas as atividades de visualização, comparar os resultados.

Essa abordagem redundante serve como um mecanismo de correção de erros, ajudando a superar imprecisões causadas e agravadas pelo contato de cada visualizador com o ruído mental. A confiabilidade geral dos dados coletados aumenta quando os analistas avaliam os dados da sessão de cada visualizador em relação ao que os outros visualizadores produziram, procuram correlações onde seus dados se sobrepõem e, em seguida, os colocam em um contexto onde conclusões mais confiáveis podem ser tiradas. Esse trabalho é realizado após o término das sessões. É essencial que os analistas evitem interferir no processo de visualização durante as sessões.

Esses princípios e práticas trabalham juntos para criar uma abordagem estruturada para a visão remota que visa maximizar a validade e a utilidade dos dados obtidos, ao mesmo tempo em que reconhece e gerencia os desafios inerentes impostos pelo ruído mental e as limitações da percepção humana.

Os princípios aqui descritos aplicam-se à visão remota (Remote viewing – RV) em geral, independentemente da forma e do método. A Visão Remota Controlada (Controlled Remote Viewing – CRV) possui características adicionais, como sua estrutura, que a distinguem de outras formas menos disciplinadas de visão remota.

“Qualquer tecnologia suficientemente avançada
é indistinguível da magia.”

Arthur C. Clarke

© 2025, The Center Lane Project, todos os direitos reservados.
Este documento pode ser distribuído sem a permissão do detentor dos direitos autorais, mas apenas na íntegra e sem alterações, incluindo as assinaturas e o seguinte URL: www.centerlane-rv.org

Assinado por:

—Experts:

  • Harold E. Puthoff, Ph.D.
    Cofundador e cientista-chefe do programa de visão remota patrocinado pela CIA e pelo Departamento de Defesa (DoD),
    SRI-International, 1972–1985
  • Russell Targ
    Cofundador e cientista do programa de visão remota patrocinado pela CIA e pelo DoD,
    SRI-International, 1972–1984
  • Skip Atwater (Cpt., U.S. Army, ret.)
    Oficial de Operações e Treinamento do
    Programa de Visão Remota Star Gate, Ft. Meade, Maryland, 1977–1987,
    criador do Programa de Visão Remota Militar, ex-Presidente do Instituto Monroe (aposentado)
  • Thomas M. McNear (Lt. Col., U.S. Army, ret.)
    Visualizador Remoto, Instrutor e Oficial de Projeto,
    Programa de Visão Remota Star Gate, Ft. Meade, Maryland, 1982–1985,
    primeiro estagiário de CRV de Ingo Swann
  • Paul H. Smith, Ph.D. (Maj., U.S. Army, ret.)
    Visualizador Remoto, Instrutor e Oficial de Projeto,
    Programa de Visão Remota Star Gate, Ft. Meade, Maryland, 1983–1990,
    historiador da unidade e instrutor de CRV militar/civil com o mais longo tempo de serviço

  • William G. Ray (Maj., U.S. Army, ret.)
    Visualizador Remoto, Instrutor, Gerente de Projeto e Comandante,
    Programa de Visão Remota Star Gate, Ft. Meade, Maryland, 1984–1987

  • Leonard “Lyn” Buchanan (SFC, U.S. Army, ret.)
    Visualizador Remoto, Instrutor e Oficial de Projeto,
    Programa de Visão Remota Star Gate, Ft. Meade, Maryland, 1984–1991,
    gerente de banco de dados da unidade e criador do estilo Buchanan de CRV

  • Jeffrey Mishlove, Ph.D.
    Parapsicólogo, pesquisador de visão remota, autor, amigo de longa data de Puthoff e Targ e outros, participante dos primeiros estudos de RV, apresentador do New Thinking Allowed

—Compilado por:

  • Jana Rogge
    Visualizadora remota, pesquisadora de visão remota, instrutora, autora e editora,
    coautora dos princípios,
    presidente do Projeto Center Lane

—Endossantes:

  • John P. Stahler
    Visualizador Remoto, ex-Presidente da Associação Internacional de Visão Remota (IRVA),
    Vice-Presidente do Projeto Center Lane

  • Lily Fowler
    Visualizadora remota, gerente profissional de projetos de RV,
    ex-vice-presidente da Associação Internacional de Visão Remota (IRVA),
    membro do conselho do Projeto Center Lane

  • Jon Noble
    Visualizador remoto, instrutor de RV, autor,
    membro do Conselho do Projeto Center Lane
  • Hakim Isler
    Visualizador remoto, artista marcial, autor e conferencista,
    membro do Conselho do Projeto Center Lane
  • Shane Ivie
    Visualizador remoto, criador do Operational Handicapping® (OH),
    Associado de Extensão do Projeto Center Lane

  • Shiva Amini
    Visualizadora Remota, praticante quântica,
    Membro Pioneira do Projeto Center Lane,
    Líder de Engajamento Comunitário
  • Drew Rhoades
    Visualizadora Remota,
    Membro Pioneira do Projeto Center Lane

  • David Omo
    Visualizadora Remota,
    Membro Pioneira do Projeto Center Lane

—Traduzido para o português por:

  • Jurandyr de Souza Fonseca
    Jurandyr de Souza Fonseca (“Jay”), M.Sc.,
    Coronel Aviador da Reserva, Força Aérea Brasileira,
    Instrutor de Visão Remota, Stargate Brazil

Os 12 princípios estão disponíveis na Amazon em uma versão ampliada (incluindo um glossário sobre o tema Remote Viewing):
Os 12 Princípios da Visão Remota (Paperback)

No canal do YouTube “New Thinking Allowed” há um vídeo com uma conversa entre Paul H. Smith e Jeffrey Mishlove sobre os princípios da Visão Remota (legendas disponíveis).
The Principles of Remote Viewing / with Paul H. Smith (New Thinking Allowed)

Versões em outros idiomas:

Englisch (original) – The Principles of Remote Viewing
Español – Los Principios de Visión Remota
Français – Les Principes du Remote Viewing
Deutsch – Die Prinzipien des Remote Viewing
Italiano – I Principi di Remote Viewing
Português – Princípios da Visão Remota